Barreiras estruturais de acesso
As populações rurais enfrentam barreiras no acesso à saúde que vão além da distância geográfica.


Promovendo saúde, prevenção e qualidade de vida para os produtores rurais e suas famílias em Rondônia.
Documentos oficiais do processo de credenciamento do Programa Saúde no Campo — SENAR-AR/RO. Baixe o edital e os anexos abaixo.
Inscrição OnlineÉ, sobretudo, uma forma concreta de cuidar do Brasil.
Levar saúde ao campo vai além de ampliar o acesso a serviços. É enfrentar desigualdades históricas que marcam os territórios rurais, reconhecendo que as distâncias não são apenas geográficas, mas sociais, econômicas e institucionais.
É reconhecer a importância de quem produz e compreender que o desenvolvimento do país depende, necessariamente, da saúde e do bem-estar das populações rurais.
Mais do que uma iniciativa assistencial, trata-se de um modelo inovador que integra cuidado, educação e gestão territorializada, conectando pessoas, serviços e tecnologias.
Ao longo do tempo, essa presença se traduz em transformação: mais conhecimento, mais prevenção, melhores condições de vida e maior capacidade de cuidado por parte das próprias pessoas.
O Saúde no Campo é uma iniciativa do Sistema FAPERON/SENAR Rondônia que leva ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e orientação às famílias do meio rural, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar das comunidades atendidas.
Com equipes itinerantes e parceria dos sindicatos rurais, o programa percorre propriedades, assentamentos e distritos de todo o estado, aproximando o cuidado de quem produz o alimento que chega à mesa dos brasileiros.

Embora estratégica, a Atenção Primária à Saúde ainda encontra limitações para alcançar territórios extensos e de baixa densidade populacional.
As populações rurais enfrentam barreiras no acesso à saúde que vão além da distância geográfica.
A dispersão territorial, a escassez de profissionais e a baixa disponibilidade de serviços resultam em acesso tardio, descontinuado e, muitas vezes, inexistente.
Modelos assistenciais concebidos a partir da lógica urbana não alcançam territórios extensos e de baixa densidade populacional, exigindo abordagens mais aderentes.
Ao inverter a lógica tradicional e levar o cuidado até as propriedades, o programa responde a essa lacuna com um modelo contínuo, relacional e proativo.
No contexto do agronegócio, a saúde do produtor rural configura-se como um pilar essencial da sustentabilidade econômica e social — afinal, não há renda que se sustente sem saúde.
É nesse cenário que o Programa Saúde no Campo se consolida como expressão do amadurecimento institucional do Senar, marcado pela criação da Diretoria de Saúde e Promoção Social (DSPS), em 2024.
O programa materializa a transição de iniciativas pontuais para uma abordagem estruturada, integrada e orientada ao território.
Atua de maneira simbiótica com a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), promovendo segurança e tranquilidade para que as famílias possam prosperar e se manter no campo.
O Saúde no Campo reafirma o papel do Senar como agente de transformação, ao integrar desenvolvimento produtivo, inclusão social e cuidado com as pessoas em uma estratégia consistente de futuro.

Seis compromissos que orientam cada ação realizada no campo.
Ações voltadas a produtores rurais, suas famílias e trabalhadores das propriedades.
Apoio ao rastreio de riscos, especialmente de doenças crônicas.
Estímulo à adoção de hábitos saudáveis no dia a dia da família rural.
Apoio à navegação e ao uso adequado dos serviços públicos de saúde.
Contribuir para o bem-estar e para a capacidade produtiva de quem vive no campo.
Presença constante do Sistema FAPERON/SENAR construindo confiança em cada visita.
Adesão das Administrações Regionais e definição dos municípios e propriedades, com priorização de produtores assistidos pela ATeG.
Estruturação das equipes de saúde, que passam por credenciamento, seleção e capacitação para atuação em campo.
Primeiras visitas domiciliares levantam o perfil de saúde de todos os moradores da propriedade.
Educação em saúde, aferições, identificação de riscos e planejamento do cuidado individualizado.
Fluxo mensal de visitas ao longo de 24 meses, com priorização das situações de risco e encaminhamentos para telessaúde ou rede local.
Ações integrativas com a rede local de saúde e monitoramento e análise contínua dos resultados.
O programa é organizado em módulos de atendimento, com equipes credenciadas e capacitadas para atuação em campo.
Responsável pelo planejamento, acompanhamento e supervisão das ações.
Enfermeiros ou técnicos de enfermagem que acompanham até 30 propriedades cada.
Modelo que permite conhecer a realidade de cada território e atuar de forma integrada.
A operacionalização das visitas segue um fluxo mensal e estruturado ao longo de 24 meses, que inclui mapeamento das condições de saúde, orientações e planejamento do cuidado individualizado, acompanhamento periódico com priorização de situações de risco, ações integrativas com a rede local e monitoramento e análise dos resultados.
O atendimento abrange todos os moradores da propriedade, incluindo produtores, familiares e trabalhadores rurais.
Atendimento realizado diretamente nas propriedades.
Ações contínuas voltadas à mudança de comportamento e à construção de autonomia e capacidade para o autocuidado.
Acesso ampliado a profissionais de saúde, incluindo clínicos, pediatras e psicólogos.
Apoio ao acesso e à utilização adequada dos serviços públicos disponíveis na região.
O programa incorpora inovação ao integrar tecnologia, dados e atuação territorial.
Sistemas digitais permitem registro estruturado das visitas, monitoramento em tempo real e geração de indicadores para gestão e tomada de decisão.
A telessaúde amplia o acesso a especialistas, reduz barreiras geográficas e fortalece a capacidade de cuidado nos territórios rurais.
A plataforma digital integrada, em colaboração com o Einstein Hospital Israelita, reúne prontuário eletrônico, monitoramento populacional e suporte clínico em um único ambiente.
Painéis de indicadores de saúde vinculados ao projeto SILO Agrodata, em parceria com o ICNA, ampliam a análise, o monitoramento e a inteligência em saúde no meio rural.
Registros reais das visitas às comunidades rurais de Rondônia.
Mais de 20 mil pessoas com relato de comorbidades, sendo prevalentes hipertensão arterial, diabetes e saúde mental.
Mais de 45% das pessoas assistidas têm entre 30 e 59 anos.
52,52% de homens e 47,83% de mulheres entre as pessoas atendidas.
Mais de 33.600 pessoas beneficiadas pelo atendimento à distância.
As equipes do programa levam mais que orientação: levam presença, vínculo e confiança.


“Faz anos que eu não media a pressão. A equipe chegou na minha porteira, me atendeu com carinho e ainda me explicou como cuidar da alimentação.”
